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O Ateneu

O Ateneu, par Raul Pompéia
Auteur : Raul Pompéia
Editeur : L&PM
Nombre de pages : 200
Date de parution : 1998
Langue : Portugais
Prix : 9,00 €
ISBN : 9788525408358
Disponibilité : En stock En stock

A leitura do romance 'O Ateneu' representa um mergulho nos costumes e modos de viver da segunda metade do século XIX, a partir da vida cotidiana de um internato para meninos. Foi uma época de grandes modificações na sociedade brasileira - o Império chega ao seu fim e, depois de muita campanha e luta política pelo fim da monarquia e pelo fim da escravidão, o Brasil entra na Primeira República (1889).

O livro é uma obra de desabafo do autor, que narra a vida num colégio interno que tem o nome do próprio romance. Sérgio, personagem central do livro, faz amarga crítica ao ambiente do internato e aos seus personagens, tais como, Aristarco, o diretor; Sanches e Egbert, colegas que nutrem entre si uma amizade equivoca e doentia e Ema, esposa de Aristarco, o diretor que Sérgio não vê com bons olhos em virtude da sua presunção e elevada dose de auto-idolatria.

Autobiográfico, o livro mostra o jovem autor como personalidade sensível que se transformou em crítico impiedoso do que viveu e viu na adolescência passada no colégio interno. A obra retrata o doloroso processo de transição da infância à idade adulta.

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Raul d'Ávila Pompéia (Angra dos Reis, 12 de abril de 1863Rio de Janeiro, 25 de dezembro de 1895) foi um escritor brasileiro.

Ainda menino, mudou-se com a família para o Rio de Janeiro. Matriculado no colégio Abílio, distinguiu-se como aluno estudioso, bom desenhista e caricaturista. Na época, redigia o jornalzinho "O Archote". Prosseguiu seus estudos no Colégio Pedro II e publicou em 1880 seu primeiro romance, Uma tragédia no Amazonas. Em 1881, matriculou-se na Faculdade de Direito de São Paulo, participando das correntes de vanguarda, materialistas e positivistas, que visavam fundalmentamente a abolição da escravatura e à República.

Ligou-se a Luís Gama e participou intensamente das agitações estudantis. Paralelamente, iniciou a publicação, no Jornal do Commercio do Rio de Janeiro, dos poemas em prosa Canções sem Metro. Reprovado no terceiro ano da faculdade, terminou o curso em Recife. De volta ao Rio de Janeiro, iniciou-se no jornalismo profissional escrevendo crônicas, folhetins, contos. Integrava as rodas boêmias e intelectuais, e, aos poucos, impôs-se como escritor.

Em 1888, deu início à publicação de um folhetim na Gazeta de Notícias e no mesmo ano publicou o romance O Ateneu, uma "crônica de saudades", que lhe deu a consagração definitiva como escritor.

Após a Lei Áurea e a Proclamação da República, prosseguiu em suas atividades de jornalista político, engajando-se no grupo dos chamados "florianistas". Entregou-se a um exaltado nativismo. Tendo pronunciado um inflamado discurso junto à tumba de Floriano Peixoto (1895), foi demitido do cargo que ocupava na Biblioteca Nacional. Isso provocou-lhe um profundo abatimento moral, o que contribuiu para levá-lo ao suicídio. Ele se suicidou com um tiro no peito .

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