19/21 rue des Fossés Saint-Jacques
75005 PARIS (place de l’Estrapade)
À 20 m du Panthéon... Tél. : 01 43 36 34 37
Du lundi au samedi, 11-13h 14h-19h
(horaires souvent dilatés...)
Métros : Luxembourg, Cardinal Lemoine, Place Monge – Bus , 21, 27, 82, 84, 89
  •  
La Librairie, c'est aussi

Manoel de Barros (né en 1916)

Manuel Venceslau Leite de Barros. « Poète fidèle à la beauté de sa terre natale, il écrit une poésie originale, tellurique, pleine de souvenirs de ses fleuves et de son peuple » (Renata Pallottini). Membre du groupe « Panorama », il a publié son premier recueil en 1937 (Poemas concebidos sem pecado), mais il n’est vraiment découvert par la critique et les lecteurs qu’à la fin des années 80 : Gramática expositiva do chão (poesia quase toda),1990, qui réunit son œuvre jusqu’en 1990 ; Concerto a céu aberto para solos de ave, 1991 ; O livro das ignorãças, 1993 ; Livro sobre nada, 1996 ; Tratado geral das grandezas do ínfimo, 2001.

Manoel Wenceslau Leite de Barros nasceu em Cuiabá (MT), em 1916. Ainda novo, foi morar em Corumbá (MS) e mais tarde iria para o Rio de Janeiro, para fazer a faculdade de Direito. Viajou pela Bolívia e Peru, morou em Nova York, captou em cada um dos lugares por onde passava um pouco da essência da liberdade, que aplicaria em suas poesias.

Apesar de ter publicado o primeiro livro em 1937, o “Poemas Concebidos Sem Pecado”, o primeiro livro que escreveu acabou nas mãos de um policial. O jovem Manoel fez a pichação “Viva o comunismo”, em um monumento, e a polícia foi em busca do autor da ousadia. Para defendê-lo, a dona da pensão em que vivia disse ao policial que o “criminoso” em questão era autor de um livro. O policial pediu para ver e levou o livro. Chamava-se “Nossa Senhora de Minha Escuridão" e Manoel nunca o teve de volta.

Formou-se em Direito, em 1941, na cidade do Rio de Janeiro. E já no ano seguinte publicou “Face Imóvel” e em 1946, “Poesias”.

Na década de 1960 foi para Campo Grande (MS) e lá passou a viver como fazendeiro. Manoel consagrou-se como poeta nas décadas de 1980 e 1990, quando Millôr Fernandes publicava suas poesias nos maiores jornais do país.

Manoel é normalmente classificado na Geração de 45 da literatura. Trabalha bastante com a temática da natureza, mais especificamente, o Pantanal. Mistura estilos e aborda o tema regional com originalidade.

Outros livros do autor são: ”Compêndio para Uso dos Pássaros”, de 1961, “Gramática Expositiva do Chão”, de 1969, “Matéria de Poesia”, de 1974, “O Guardador de Águas”, de 1989, “Retrato do Artista Quando Coisa”, de 1998, “O Fazedor de Amanhecer”, de 2001, entre outros.

Alguns dos prêmios que o autor recebeu: “Prêmio Orlando Dantas”, em 1960, ”Prêmio da Fundação Cultural do Distrito Federal”, em 1969. “Prêmio Nestlé”, em 1997 e o “Prêmio Cecília Meireles” (literatura/poesia), em 1998.

Ouvrages disponibles :

Conditions générales de vente, frais d'envoi et délais - Crédits
Librairie Portugaise - 19/21 rue des Fossés Saint-Jacques, Place de l’Estrapade, 75005 Paris
Tous les livres en portugais et en français sur le Portugal, le Brésil, l'Angola, le Cap Vert, la Guinée-Bissau,
le Mozambique, São Tomé & Principe et l'Histoire des Découvertes - librairie.portugaise@wanadoo.fr